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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

Salsichas enroladas em couve

Da série Mamã Gansa na Cozinha (1)

 

 

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Não costumo partilhar receitas neste blog, reservo-as para o Sopa de Letras ou para o Crónicas de uma Filha Atrapalhada até porque a filha já se revela bastante dotada para a cozinha. A continuar assim é vê-la no Master Chef  e quiçá fazer concorrência ao Avilez ( estou a brincar para aqueles que ainda não se habituaram a me ler na s entrelinhas). Mas a sério a miúda entre o arco e flecha, o arco do violoncelo, também arranja para tempo para os tachos.

Por norma é o pai que cozinha, mas como ele anda cansado, sem se combinar nada , assim muito naturalmente, o que é uma coisa que fazemos instintivamente  fomo-nos revezando. Véspera de Reis fez a miúda o jantar bifinhos de perú com molho de mostarda e espinafres e acompanhados por arroz branco e estava 5 estrelas. (não fotografei porque o Gonçalo já me tinha fanado telemóvel), mas fica prometido que quando ela repetir eu fotografo. O aspecto era ótimo e  o sabor  excelente. A receita não vos posso dar porque é dela e honestamente, eu não sei que receita ela usou.

Ora com três pessoas a cozinhar dispensamos as Bimbys e afins. Ora ontem foi a minha vez.  Confesso que já me apetecia há uns tempos  e como até tinha visto umas salsichas frescas da Izidoro com muito bom aspecto não resisti.

 

Ora a seguir uma escolher uma couve lombarda com as folhas bem grandinhas ( eu faço com couve lombarda porque não aprecio couve portuguesa), que são das que dão mais jeito para enrolar. Duas latas de tomates já aos cubinhos e o resto já tinha em casa, azeite cebola e alho.

 

`Como não gosto de usar nem palitos nem fios, porque quer eu, quer a miúda já nos  magoamos, por norma adoto outra estratégia. Escaldo as folhas da couve primeira e depois de enrolar as salsichas nele e elas ficam coladas naturalmente e não se abrem.

 Confesso que ontem não estava com paciência para a escaldar, mas já explico como fiz e resultou na mesma.

Deitei um fio mínimo de azeite no tacho, até porque as salsichas já têm gordura que chegue, piquei meia cebola e dois alhos, deixei alourar um pouquinho e juntei o tomate, sal e uma colher  de sopa rasa de açucar , que corta o ácido do tomate. Gosto de juntar cravinho da índia e pimenta da Jamaica, mas não juntei, porque queria que o Gonçalo comesse, e estes condimentos são muito fortes. Mas não me esquecia daquele ingrediente especial que acho que torna tudo mais saboroso; a pitada de amor.

 

Enquanto o amor se espalhava pelo molho que apurava em lume brando. Lavei as folhas das couves, aparei a parte mais grossa do caule ( ajuda a enrolar melhor), piquei as salsichas  com um garfo e enrolei-as nas folhas.  A seguir como não tinha escaldado as folhas, nem tinha usado palitos, nem linhas, posicionei-as bem encostadinhas umas às outras, o que permitiu que se mantivessem fechadas. A seguir foi só deixar apurar em lume brando e logo apitada de amor se espalhou pelas salsichas.

 Eu gosto de deixar uma horinha para ficar bem apuradinho , mas fica pronto  entre 30ª a 45 minutos.

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Só para abrir o apetite

Acompanhámos com arroz branco que a Bá tinha feito. Mas pode-se acompanhar com puré, com batata cozida ou outro acompanhamento a gosto.

Eles dizem que estava bom e o Gonçalo comeu e não reclamou .

Se quiserem experimentar os ingredientes são simples, meia cebola, alho a gosto ,duas latas de tomate, sal a gosto, açucar q.b para cortar o ácido, couve lombarda ou couve portuguesa e meia de salsichas frescas.

Resta-me desejar Bom apetite.

 Como  veem as receitas aqui vêm sem  Bimby  mas com pitadas de amor à mistura e colaboração entre todos.

* Não, não é publicidade, a Izidoro nem sabe que eu existo, mas tinham bom aspecto e eram ótimas.