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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

O que aprendeste hoje na escola?

Era um hábito com a minha filha e ainda o é, perguntar:

“-O que aprendeste hoje na escola?”

Mesmo tendo em conta os problemas que o Gonçalo tem em verbalizar, mantenho hábito com ele. Se por vezes a resposta é o silêncio, outras vezes dá frutos. Hoje foi um desses dias.

Eu. Então o que aprendeste hoje na escola?

Ela: - Naaddaa. – enquanto se concentrava em tentar fanar-me o telemóvel.

Eu- Tu resposndeste nada Gonçalo.

Ele- Tim! *

  • Sim em Gonçalês.

12 Grasnados

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    Mamã Gansa 14.05.2018 23:11

    Tim! é um Sim tenho de corrigir.. O meu filho vai verbalizando "Rua", Sair, vestir. Sempre com enorme esforço. Quando o Gonçalo está aborrecido diz "abu" "abu"! Por aqui o olhar ´lindo mas olhos negros com longas pestanas. O Azú a primeira cor que verbalizou a sua favorita. Sabe o irónico disto tudo é eu ter sempre em mente o projeto de tirar uma especialização em educação especial com foco no autismo. A Vida tem as suas ironias não tem ? :)
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    P. P. 14.05.2018 23:17

    E por que não fazê-lo?
    A minha, por exemplo, pecou por quase nada falar a respeito da PEA... Isto porque esta problemática insere-se nos problemas de comunicação/linguagem e ela era de deficiência mental e motora. Também há formação para professores acerca da PEA
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    Mamã Gansa 14.05.2018 23:31

    Sim, eu sei que há. Neste momento não consigo ter nem disponibilidade mental, nem financeira, nem familiar.
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    P. P. 14.05.2018 23:37

    Nas formações eu costumo recorrer ao ClickProfessor. São online, até certo ponto, ao nosso ritmo.
    É pena não podermos estudar porque tal fica dispendioso. Ainda na semana passada estive a ver um mestrado na U. Aberta. Eu não ganho para aquilo. Então agora que sou o "homem da casa", com a avó doente de Alzheimer e a mãe doente oncológica...
    Aguardemos e pratiquemos boas ações.
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    Mamã Gansa 14.05.2018 23:45

    Sim, é complicado. Quando acabei a profissionalização no secundário que fiz pela Lusíada, o coordenador disse-me : então agora vai fazer o mestrado?
    Eu sorri e respondi :- Sim em maternidade , o que faz com que não seja compatível com mais nenhum. Estava grávida da minha filha. Quando a minha filha tinha dezoito meses fiz a profissionalização em serviço no 2º Ciclo. Fiquei por aqui...
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    P. P. 14.05.2018 23:48

    Pessoalmente, valorizo as práticas. E não é o mestrado que nos fará ter melhores práticas pedagógicas. Por isso, parabéns!
    Parabéns também por ter dado prioridade ao ser mãe. Admiro-o bastante tal gesto.
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    Mamã Gansa 15.05.2018 00:03

    Sim, nem sempre os excelentes nas teóricas são bons nas práticas. E honestamente acho que farei um mestrado se chegar aos 80 anos "alive and kicking". Não me arrependo de o ter feito tenho uma filha maravilhosa. Tem as suas venetas de adolescente,mas sempre valeu a pena. Dos seis aos dez meses levei-a comigo quando fui dar aulas deslocada de casa. Criou-me um sentimento de super proteção. Não foi fácil , mãe de primeira viagem, deslocada sozinha com a minha filha. Ela falava e eu pensava que imaginava que ouvia palavras devido ao cansaço a que estav submetida. No primeiro dia que a fui buscar à ama, diz-me a ama:
    -Ela gatinha tão bem!- Nunca a tinha visto gatinhar ( ela tinha 6 meses). Ela chama por si e pelo pai. Olha que ela sabe bem o que quer. tenho catorze anos de ama , já me passaram muitos bebés pelas mãos, mas nunca vi nenhum tão esperto.
    Foi quando relaxei e pensei "afinal não estou a dar em doida"
    E até hoje não se cala, mas é uma miúda fantástica.
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    P. P. 15.05.2018 20:29

    Estes são os momentos inesquecíveis.
    Infelizmente, poucos conhecem a realidade da colocação de professores. Colocação e de habitação, em terras totalmente desconhecidas. Fui tão ingénuo quando pensei que seriam apenas 5 anos. Até foram 4, se não estou em erro, para entrar nos quadros, mas sempre a uma distância superior a 100km de casa...
    Só o cancro dos meus pais trouxe-me para perto, mas preferia que tal nunca tivesse acontecido. Noutra perspetiva, a forma como somos usados com estas colocações nas escolas e humilhados... por colegas!
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    Mamã Gansa 15.05.2018 21:19

    È complicado. Já passei muito com com alguns colegas. Mas tenho uma postura muito própria que uma vez um colega e uma colega mais velha elogiaram. Não faço parte de grupos, não me queixo, limito-me a fazer o meu trabalho e convivo de perto a penas com uma ou duas pessoas que percebi que posso confiar. Com os alunos há momentos péssimos que dá vontade de largar tudo e depois há os que me chamam de mãe, e de tia, (e de avó ) e vou ficando, porque tenho mesmo de ficar neste momento.
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    P. P. 15.05.2018 22:34

    Eu também criei a minha redoma. Ou fico na sala ou remeto-me a ler notícias, responder a e-mails, etc pelo tablet. Um instrumento para mim impreterível. Desligo mesmo. Felizmente tenho tido sorte com os alunos, mesmo ficando sempre com a melhor e a pior turma. Até ao momento tive cerca de 4 turmas verdadeiramente horríveis.
    Deixo-lhe o link de um site que costumo utilizar para o caso de voltar à educação especial ou para alunos com NEE, que estão sempre nas minhas aulas. https://www.orientacionandujar.es/ (inscrevi-me na newsletter e recebo os posts por e-mail).
    Falta-me um outro, também espanhol, que não recordo. Quando receber novo e-mail com materiais envio. Caso me esqueça (esta semana é horrível pois quinta saberemos se há novo cancro na minha mãe), avise-me, sff.
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    Mamã Gansa 16.05.2018 13:58

    Espero que as coisas com a sua mãe não piorem. Por aqui também temos apanhado uns sustos.
  • Grasnar:

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