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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

O Dia da Criança (1)

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Nota este post é numerado porque vou abordar duas realidades em posts separados sendo este o primeiro.

O dia da criança não é igual para todas as crianças.

E hoje só falar um pouco da nossa realidade.

Queria ter publicado este texto ontem no dia da criança mas o agendamento não saíu. Mas acho importante publicá-lo na mesma, afinal o dia da criança foi ontem.

Quando falo da nossa realidade falo da realidade de quem tem crianças com necessidades específicas e não só, porque os irmãos também se incluem nesta equação.

 

Ainda ontem publiquei um texto sobre os irmãos das crianças que acabam muitas das vezes por acabar por crescer depressa demais e deixam de ser crianças cedo demais , porque convivem com uma realidade que nem todos convivem. E as crianças que nascem com necessidades especificas, especiais que acabam por nem sempre desfrutar plenamente da sua infância.

 

Ainda hoje naquelas memórias que o Face nos publica tinha uma publicação em que a minha filha na altura com dez anos dizia que tinha de aproveitar o Dia da Criança ao máximo, pois no ano seguinte deixaria de ser criança e já aí se revelava que estava a crescer depressa demais para a idade.

Lembro-me de chegar ao Infantário privado que o meu filho frequentou e ver o meu filho de olhos a brilhar por querer jogar futebol com as outras crianças e ser posto de parte. Às vezes eram miúdos mais velhos, mas vi muitas vezes os mais velhos integrarem os mais novos no jogo, mas o Gonçalo era deixado de lado. O Gonçalo era também o menino que nunca era convidado para os aniversários dos colegas no infantário. Ninguém brincava com ele e muito menos pensavam numa forma de o integrar nas brincadeiras.

 

Felizmente um dia mudei o Gonçalo de escola e tudo mudou a esse nível, mas outras coisas se mantém.

Eu gostava muito de ser a mãe que ia levar o Gonçalo ao futebol , mas sei que só se for adaptado.

Estas crianças são crianças muito poucas vezes. Enquanto uns se multiplicam em mil atividades extras, estas crianças vão a inúmeras consultas, inúmeras vezes ao Hospital, passam por muitos exames, desdobram-se em idas a terapias e muitas das vezes a prenda do dia da criança é um aparelho especial fundamental para o desenvolvimento da criança.

 

Felizmente não é o caso do Gonçalo a nível físico, mas confesso que gostava de ter um aparelho de comunicação aumentativa para o Gonçalo que ele pudesse transportar com ele, o problema é que o acesso a tudo isto muitas das vezes implica esforço financeiro das famílias. E infelizmente em Portugal, o acesso gratuito a estas terapias é escasso, e os apoios financeiros do Estado também e muitas vezes são negadas.

Mesmo assim fico feliz quando olho para os meus filhos e acho que são crianças felizes, embora uma já seja adolescente, ainda são e serão sempre os dois: as minhas crianças.

Espero que todos tenham tido um feliz dia das crianças.

Na foto Gonçalo com dois anos e meio.

E se quiserem comprar as t-shirts que irão permitir ao Gonçalo ter todas as terapias fundamentais ao seu desenvolvimento podem adquirir as nossas t-shirts no https://universodascores.pt/categoria.../blog-da-mama-gansa/

 

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