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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

Estimular crianças com autismo: as 10 boas, óptimas e excelentes estratégias! Consultório#2

Estimular crianças com autismo: as 10 boas, óptimas e excelentes estratégias!

Muitas vezes os pais de crianças com TEA questionam-se: como poderei aproximar-me do meu filho, para com ele brincar? O que poderei fazer para que ele abra um pouco mais a sua concha de protecção?
A resposta para estas questões é: empatia. Coloque-se no lugar no seu filho e procure comunicar com ele de várias formas. Isto é, recorrendo à estimulação multisensorial, utilizando vários canais sensoriais para interagir com o seu filho.

Vamos a isso? Eis, então, 10 estratégias para estimular a interacção com o seu filho:

  1. Gosta de desenhar? Excelente! Se o seu filho estiver a desenhar, desenhe junto a ele, mas em folhas separadas. Podem desenhar em silêncio mas, de quando em vez, páre o seu desenho e concentre-se no dele. Pergunte-lhe o que ele está a desenhar. O que simboliza este ou aquele objecto. Se ele não responder, não se preocupe. Ele ouviu-a e precisa de tempo para processar, por assim dizer, a sua resposta. Vá perguntando, mostrando curiosidade genuina mas sem exercer qualquer tipo de pressão. Nos momentos de silêncio poderá ir aprimorando o seu desenho e dizer em voz alta aquilo que está a desenhar ou aquilo que vai desenhar de seguida. Peça-lhe a opinião sobre a cor do lápis de deve usar para pintar a copa de uma árvore, por exemplo. Ou uma flor. Ou um coração;

 

  1. Gosta de brincar com Lego? Óptimo! Quando o seu filho estiver a brincar, vá colocando também algumas peças, sobretudo pequenas, para que a criança não sinta que está a invadir o seu espaço. Faça uma construção simples, por exemplo, uma pequena torre ou uma mesa. E vá perguntando ao seu filho o que é que ele está a construir. Não desanime perante o silêncio. Mais uma vez, ele estará a valorizar a sua interacção e esforço em comunicar com ele.

 

 

  1. Potencie a interacção naquilo que a criança gosta de fazer: por exemplo, se o seu filho gosta de jogar à bola, jogue com ele, incentive-o a jogar a bola para si e devolva-lhe com afecto. Reforce, positivamente, o seu comportamento, elogie. Ele sentir-se-á especial!;

 

  1. Se a criança apresentar uma hipersensibilidade acústica, evite lugares confusos e com multidões. Prefira os parques, o contacto com a natureza;

 

 

  1. Na realização de uma tarefa, dê orientações simples, claras, breves. Só assim a criança poderá compreender aquilo que lhe é solicitado, evitando dispersar-se nas orientações muito elaboradas ou longas;

 

  1. Não faça as coisas no lugar do seu filho. Dê-lhe tempo, sente-se junto dele, mostre-lhe que está com ele e, no caso de alguma dificuldade na execução de uma tarefa, tente definir pequenas metas dentro dessa mesma tarefa, e vá passo a passo até ao resultado final:
  2. Respeite o ritmo e o ritual do seu filho. Ou seja, se ele preferir guardar os brinquedos de uma determinada forma, faça igual. Assim, conseguirá uma maior empatia e a probabilidade de fazerem uma tarefa juntos aumentará exponencialmente;

 

  1. Incentive a imitação para chegar à comunicação. Uma boa estratégia, por exemplo, será trabalhar com fantoches, sobretudo coloridos. A criança irá despertar a sua curiosidade pelas cores, pelo movimento e, sobretudo, pelas diferentes tonalidades de voz durante o diálogo dos fantoches;

 

 

  1. Reforce o que o seu filho faz bem. Diga-lhe que ele fez um excelente trabalho, que gostou muito de um determinado pormenor e desenvolva com ele esse pequeno detalhe para, aos poucos, ir aumentando o leque de apreciações para objectos ou tarefas mais complexas;

 

  1. Faça cartazes com desenhos de elementos básicos como  alimentos e rotinhas diárias (por exemplo, tomar banho, vestir-se, brincar). Coloque esses cartazes num lugar que a criança possa ver e indique-lhe, num determinado momento, o que gostaria que ela fizesse. Pode ainda perguntar o que é que representa uma determinada imagem. E mesmo que o seu filho não responda, fale sobre esse mesmo objecto de forma simples e alegre.

 

E agora lanço-vos um desafio: o próximo artigo abordará as vossas dúvidas. Nos comentários, coloquem uma dúvida que tenham ou gostariam de ver esclarecida. Eu irei reuni-las e responder na próxima sexta-feira. Combinado? Mãos à obra!

 

Texto escrito por

Sofia de Castro Sousa

Uma parceria com.

Clinica de Psicologia Sofia de Castro Sousa

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