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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

Equidade

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Há alguns dias conversava no Messenger com uma amiga sobre em que

 circunstâncias devíamos ou não, informar que os nossos filhos têm autismo.

 Se não será melhor deixar as crianças primeiro interagirem entre si e formarem uma ideia, sem já terem um conceito pré-determinado.

Ela dizia, que na apresentação ninguém dizia por exemplo. Eu sou a “x” e o meu filho tem diabetes, ou eu sou o “Z” e a minha filha epilepsia.

Por outro lado, como mãe e como profissional eu tinha a experiência de que quando é explicado as outras crianças, porque determinada criança age desta ou daquela forma, é por causa da característica especial dessa criança, aceitavam melhor certos comportamentos e não transmitiam ideias erradas em casa aos pais.

E conversa puxa conversa, porquê inclusão ou integração? Não são os nossos filhos, Crianças como as outras? Não têm eles os mesmos direitos que as outras crianças? E não somos todos pessoas diferentes, com habilidades diferentes?

Sim, mas não podemos ignorar, que tal como uma criança que tenha diabetes, ou que tenha epilepsia têm de ter cuidados especiais, adequados às suas características. Ou seja, que em termos de escola, ou a outros níveis da sociedade lhes sejam dadas as “ferramentas “necessárias para conseguirem atingir as suas metas e ultrapassar as barreiras com que se confrontam

  Eu pessoalmente criticava o falso conceito de igualdade que atualmente se impõe como força motriz de inclusão.  Para mim a “igualdade” reside no respeito e na aceitação da diferença.  Ou seja, o meu filho é uma criança e como criança que é tem direito a brincar com outras crianças, a ter as suas birras, a sua teimosia e até as “tolices” de criança e o direito de ser diferente.

  Mas se o ensinarem da mesma forma que se ensinam outras crianças ele terá mais dificuldades em aprender.  Eu dizia-lhe, "eu não quero igualdade para o meu filho, eu quero que ele seja tratado com equidade" e juntas chegámos à conclusão que o conceito de inclusão, nos soa como se a sociedade estivesse a fazer-nos um grande favor em aceitar os nossos filhos, e que a palavra de ordem deve ser Equidade e não igualdade, ou inclusão.

2 Grasnados

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    Mamã Gansa 21.09.2019

    Exato. E vindo de quem sente na pele aquilo de que falo, ainda me certifica mais que estou no caminho certo. É que agora está na moda dizer que não há crianças especiais são todas iguais e não é bem assim. Umas precisam de "ferramentas" que outras não precisam. Por exemplo uma cadeira de rodas com ajuada pode subir e descer escadas, mas uma rampa torna tudo mais simples. Noutros casos a "rampa" pode ser , isto em termos de aulas, deixar o aluno sair alguns minutos para se acalmar. Ou permitir que ele tenha um objeto que o ajude a acalmar se for hiperativo. Agora retirarem apoios porque somos todos iguais... deixa muito a desejar.
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