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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

AMOR VIOLENTO NÂO È AMOR

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Dia de luto pelas vítimas de violência doméstica. É triste que existam vítimas, é triste que exista um dia como este. É triste que mulheres, homens (sim há homens que também são vítimas) e crianças tenham uma existência marcada pelo medo. As leis têm de proteger mais as vítimas ,os dias de luto e marchas de silêncio e de gritos, alertam mas não resolvem. Há juízes a decretar visitas dos agressores às vítimas que se refugiaram em abrigo. Nenhuma mulher merece e as flores e as desculpas, são só para tapar os olhos. O teu namorado não gosta de te ver de mini saia, não gosta dos teus amigos, liga-te a toda a a hora. Não ele não se preocupa ele controla-te. Já ouvi frases de vítimas como: uma mulher precisa de um homem a culpa foi minha. A culpa nunca é de quem é agredido e uma mulher precisa tanto de um homem como um homem de uma mulher, mas uma mulher por si só tem valor. Um dia alguém me contou que já tinha levado uma bofetada que a tinha deixado estendida no chão e ainda assim casou com quem a agrediu porque depois vieram as flores, as desculpas e o amo-te mais do que a minha vida. Não não era um alcoólico era um agressor com estatuto social, bem visto por todos os que o rodeavam. A violência doméstica é um ciclo que se perpétua, tornando-se por vezes a vítima agressor porque foi o que viu toda a vida. Temos parar o ciclo as vítimas são muito mais que as onze mulheres e a criança que morreram às mãos de um agressor. Eduquemos os nossos jovens para dizerem não à violência no namoro, é tenhamos coragem para denunciar o que tivermos conhecimento ou estaremos a ser cúmplices.