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Crónicas de uma mãe atrapalhada (2ªParte)

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

Crónicas de uma mãe atrapalhada (2ªParte)

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

A REUNIÂO COM A EDUCADORA

 

O meu filho não tinha tido muita sorte com os seus cuidadores, até aqui. Primeiro teve uma ama que o deixava em casa sozinho enquanto dormia para ir passear os cães. E isto foi o que eu vi. Sabe-se lá quantas vezes não o fez… se calhar para ir tomar café e eu a pagar. Depois teve dois anos num colégio onde era ostracizado e posto de parte e onde em vez de evoluir involuiu, ou seja, bloqueou e regrediu. Em causa desesperada inscrevi-o no Agrupamento onde trabalhava e bendita a hora!!!

A Educadora era exigente, frontal, mas disponível e sempre de sorriso aberto.  Sempre que achou que me tinha de chamar à atenção de alguma coisa fê-lo sem rodeios e deu-me sempre a oportunidade de explicar o nosso lado o da família e do Gonçalo.

Foi sempre de um carinho e de uma dedicação sem par, para todas as crianças e o meu não foi exceção.

 

Suportou os primeiros meses onde não conseguíamos ainda controlar o mau hábito que a criança tinha de morder. Para ser justa tenho de incluir toda a equipa do pré-escolar auxiliares e professoras de educação especial incluídas onde em conjunto connosco família operaram em três meses uma mudança notável no Gonçalo visível não só para nós família, mas para os amigos que connosco conviviam. Nestes dois anos a evolução do Gonçalo foi brutal.

 

Contou-nos que o acha um menino muito interessante e que todas (ela e auxiliares) o adoraram apesar do trabalho que deu.

 

Informou-nos que sabia os números de todos de frente para trás e de trás para frente de cor e salteado. O mesmo com as cores e formas. Mas estar sentado e concentrado a trabalhar quer era bom, ainda é muito difícil.

Contou-nos que tinha uma cadeirinha   para onde mandava os meninos com birras irem sentar-se e que nunca mandou o Gonçalo, mas que este quando se zangava ia para lá sozinho.

Diz que ele absorve tudo, mas como se recusa a falar neste momento ficamos sem saber o que mais sabe.

 

Embora tenha tido a má notícia que por ir integrar a unidade não seja inserido numa turma reduzida deu-nos esperança na evolução dele.

 

No final ofereci um miminho à educadora e ás auxiliares que mais estiveram com ele no sentido de expressar a minha gratidão, mas estão sempre no meu coração.

 

 

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