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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

O Sapo não lava o pé???

Mas o nosso sapo acordou de cara lavada!!!!

Pois o sapo da Lagoa não lava o pé. Mas aqui o nosso sapo cá do bairro, deste charco, acordou de cara lavada e cheio de novidades.

Se não vejam só

renovação sapo.jpg

Mas o nosso sapo sabe que não é só a aparência que conta, por isso, não só chegou colorido, com este ar lavadinho, nada de ficar sem lavar o pé como o sapo da Lagoa, trouxe também novidades:

-O modo noturno (eu já precisava disto .Obrigada caro Batráquio)

-novos templates;

- novas funicionalidades.

Parabéns sapo e continua assim com este ar lindo e lavadinho. Nada de imitar o sapo da lagoa.

 

 

Um duelo delicioso!!!!!

O Gonçalo desde sempre que adora bananas. Acabou de jantar e mal eu lhe estava a perguntar, agarrou na banana que eu tinha na mão para lhe perguntar se ia querer uma.

“Humm assim não vale, digo-lhe eu” e tento tirar-lhe a banana. Ele recua a mão com a banana. Pego noutra e finjo que é uma espada para lhe retirar a outra banana.

Os olhos dele iluminam-se num sorriso. Sim, ele sorri com os olhos.

 De repente fico desarmada e o Gonçalo com duas bananas, perdão, espadas.

Agora sou uma dama em perigo pela ameaça da Terrível Bóbó  ( a abóbora que era destinada ao Halloween) .

O Gonçalo, tal qual herói corajoso e verdadeiro espadachim, não hesita em erguer as suas bananas contra a abóbora, perdão as suas espadas contra a vilã BóBó e esta perante tamanha coragem, desaparece dando lugar a uma abóbora no seu lugar.

 

Mas isto era nada mais nada menos que um ardil para reaver a minha banana, perdão, a minha espada.

E um terrível duelo inicia-se, filho contra mãe. Tal como o D. Afonso Henriques contra a sua mãe.

 Estocada, para cima, para baixo, alguns floreados e recuos estratégicos de mãe e filho.

De repente sou “desbananada”, perdão desarmada. Rendo-me e deponho a arma entregando-a ao filho (a História tem destas coisas, tem tendência a repetir-se)..

 O filho tal qual espadachim ousado e honrado aceita a rendição e devolve-me a arma. Torno-me sua aliada (afinal mesmo repetindo-se o fim da história pode mudar-se).

E acabamos os dois num banquete de tréguas, saboreando duas deliciosas bananas.

 Foi um momento mágico de mãe e filho, rimos imenso. Não havia autismo, nem síndrome nem nada. Também não havia mais ninguém no nosso mundo. Era um momento só nosso.

Éramos apenas uma mãe e um filho a brincar juntos e como ele adorou a brincadeira e como eu adorei a forma magnifica como ele alinhou na brincadeira