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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial com autismo e um raro síndrome de deleção 18P

O pai heroi.

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Estes dois últimos anos o Gonçalo tem passado mais tempo com o pai do que com a mãe.  Como às vezes os meus horários mal permitem que eu vá levar ou buscar o Gonçalo à escola. Tem sido o pai que sempre teve um horário mais flexível que o meu.  Ultrapassadas as primeiras barreiras com a irmã, pois eu levantava-me de madrugada uma vez que estava deslocada e a partir de uma determinada altura passei a ir e vir todos os dias. Isso fez com que o pai se tornasse um expert em mudar fraldas e inventar canções malucas para entreter e distrair os filhos. O Gonçalo não sai de casa sem o pai. E se estivermos os dois em casa só quer comer a comida do pai. Às vezes para se vestir só mesmo o pai. E adora a canção do Tarelho, o gato que quando vai para o tacho se transforma em coelho ( senhores do PAN nãos e preocupem que também somos contra a violência). Não sei se ele percebe, mas farta-se de rir com a cançoneta maluca do papá.  De inicio o papá achava tudo normal, depois também entendeu que o Gonçalo era um menino especial. Mas para o papá,  ele é  apenas o seu filho que ama incondicionalmente. E dizem que as mães de crianças especiais são heroínas e corajosas. Mas se O Gonçalo tivesse que escolher um Heroi de certeza que o seu pai era o seu  herói, mesmo que me vez de uma capa e uma espada na mão, traga uma Câmara de fotografar, um grande coração e muito amor para dar.

Obrigado pai por teres aprendido a ser o meu pai e para mim serás sempre o meu Heroi. Tenho a certeza que se um dia o Gonçalo falar ou escrever, ele mesmo te vai dedicar essas palavras que hoje são transmitidas pela mãe: Amo-te Papá és o meu herói.

VAMOS PARA A MESA????

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Cinco dicas para ajudar o seu filho na hora das refeições

As crianças com TEA poderão apresentar uma relação especial com a alimentação, impactando os momentos à mesa.

De um modo geral, as criança com TEA gostam de padrões e tem receio de tudo o que possa ser novidade (neofobia) e, por conseguinte, decidi compilar aqui cinco dicas que poderão ajudar no momento das refeições:  

1) Ofereça o mesmo alimento diversas vezes

Normalmente, um alimento novo tem de ser apresentado no mínimo dez vezes para que uma criança se familiarize com o mesmo. Já as crianças com TEA podem necessitar de mais exposições. Seja paciente! E, caso a comida seja rejeitada, tente novamente noutro dia.

2) Envolva a criança na preparação da refeição

Considere envolver a criança, de acordo com a idade, em actividades associadas à rotina das refeições.  Mostre-lhe imagens de alimentos em revistas ou possíveis brinquedos que ilustrem alimentos.   A criança pode também ajudar na preparação dos alimentos. Por exemplo, temperando a salada, decorando a pizza, etc. Isso vai fazer com que se acostume ao cheiro, à textura (por meio do toque) e até mesmo ao gosto dos alimentos.

3) Permita que ela brinque com os alimentos

Incorpore os alimentos às brincadeiras da criança. Os alimentos podem ser, por exemplo, usados como carga para camiões ou comboios, assim como para ensinar cores, formas, tamanhos e até mesmo conceitos de matemática. Ao tornar a refeição um momento lúdico, a família também favorece a socialização da criança (mas isso varia, claro, conforme o grau do TEA).

4) Faça arte com a comida             

A comida é um excelente meio para projectos de arte. As crianças podem fazer pintura a dedo ou pintar com alimentos húmidos, como iogurte ou pudim. Podem também usar migalhas, colori-las com um marcador de ponta grossa e colá-las numa folha branca.

5) Redefina o verbo experimentar

Quando pedimos a alguém para “experimentar”, nós queremos dizer: “Aqui tens um alimento, espero que gostes”. Para a criança muito sensível ou neofóbica, ouvir isto pode ser assustador. Então, para favorecer o relacionamento das crianças com TEA com a comida, use os verbos brincar, cheirar, tocar, beijar, “ficar amigo” dos alimentos.

Cada criança é diferente e a sua relação com os alimentos tem a sua própria lógica. Nem mesmo os adultos gostam de tudo, verdade? Por isso, fazer com que se sintam mais à vontade na hora das refeições, de modo a que possam comer o que mais gostam. Mas isso leva tempo e, se os pais contarem com suporte especializado, melhor ainda!

Cinco dicas para ajudar o seu filho na hora das refeições

 

As crianças com TEA poderão apresentar uma relação especial com a alimentação, impactando os momentos à mesa.

De um modo geral, as criança com TEA gostam de padrões e tem receio de tudo o que possa ser novidade (neofobia) e, por conseguinte, decidi compilar aqui cinco dicas que poderão ajudar no momento das refeições:  

1) Ofereça o mesmo alimento diversas vezes

Normalmente, um alimento novo tem de ser apresentado no mínimo dez vezes para que uma criança se familiarize com o mesmo. Já as crianças com TEA podem necessitar de mais exposições. Seja paciente! E, caso a comida seja rejeitada, tente novamente noutro dia.

2) Envolva a criança na preparação da refeição

Considere envolver a criança, de acordo com a idade, em actividades associadas à rotina das refeições.  Mostre-lhe imagens de alimentos em revistas ou possíveis brinquedos que ilustrem alimentos.   A criança pode também ajudar na preparação dos alimentos. Por exemplo, temperando a salada, decorando a pizza, etc. Isso vai fazer com que se acostume ao cheiro, à textura (por meio do toque) e até mesmo ao gosto dos alimentos.

3) Permita que ela brinque com os alimentos

Incorpore os alimentos às brincadeiras da criança. Os alimentos podem ser, por exemplo, usados como carga para camiões ou comboios, assim como para ensinar cores, formas, tamanhos e até mesmo conceitos de matemática. Ao tornar a refeição um momento lúdico, a família também favorece a socialização da criança (mas isso varia, claro, conforme o grau do TEA).

4) Faça arte com a comida             

A comida é um excelente meio para projectos de arte. As crianças podem fazer pintura a dedo ou pintar com alimentos húmidos, como iogurte ou pudim. Podem também usar migalhas, colori-las com um marcador de ponta grossa e colá-las numa folha branca.

5) Redefina o verbo experimentar

Quando pedimos a alguém para “experimentar”, nós queremos dizer: “Aqui tens um alimento, espero que gostes”. Para a criança muito sensível ou neofóbica, ouvir isto pode ser assustador. Então, para favorecer o relacionamento das crianças com TEA com a comida, use os verbos brincar, cheirar, tocar, beijar, “ficar amigo” dos alimentos.

Cada criança é diferente e a sua relação com os alimentos tem a sua própria lógica. Nem mesmo os adultos gostam de tudo, verdade? Por isso, fazer com que se sintam mais à vontade na hora das refeições, de modo a que possam comer o que mais gostam. Mas isso leva tempo e, se os pais contarem com suporte especializado, melhor ainda!

imagem da autora do blog

Texto escrito por

Sofia de Castro Sousa

Uma parceria com.

Sofia de Castro Sousa-Psicóloga e Coach Transformacional

O BURGO; O BURGO!!!!!

 

Passando diariamente por dois famosos restaurantes de fast food nem sempre consigo evitar a tentação. A última aqui do guloso, assim que começa a ver as luzes do mesmo, põe-se a gritar : -O Burgo, o Burgo!!!

  E quando a mãe não para que é na maioria dos dias, lá vem um grande desgosto com direito a lágrimas e tudo!!!!

 E de vez em quando lá tem direito ao seu “Burgo”!!!

Desejem-me sim um Feliz dia da Mulher!

Desejem-me sim um feliz dia da mulher, dêem-me descontos e tratem-me como uma rainha, ofereçam-me chocolates para adoçar a boca e a alma e ofereçam-me flores para me alegrar a vista onde eu olhar para elas, abram-me a porta para me deixarem entrar, mas….

Nunca me ofereçam flores ou chocolates para me pedirem desculpa de me desrespeitarem, nunca se esqueçam que apesar de dizermos o Planeta ele se chama Terra. E Terra é feminino, é mãe, é mulher, gera vida. Nunca me abram a porta para de forma alguma me desrespeitarem, tratem-me como uma princesa, não, como uma rainha no dia da mulher, mas façam-no todos os dias e não num dia por ano. Sim, desculpem, mas sim desejem-me que eu e todas as outras mulheres tenhamos um feliz dia da mulher, mas desejem que todas nós tenhamos dias felizes todos os dias e mais do que isso contribuam para isso.

Respeitando-nos todos como seres humanos, vivendo em amor, em harmonia, em companheirismo. Honrando a luta de todas as mulheres pelos seus direitos, devemos sim tentar ser felizes, desejar dias felizes.  Porque as nossas antepassadas lutaram pelos nossos direitos e pela nossa felicidade, morreram por isso, devemos-lhe isso, E porque mulheres felizes, bem resolvidas, de bem com a vida, são mais fortes, mais unidas, mais poderosas para lutar contra aqueles que acham que não temos o direito ser felizes.

  Ser feliz, nãos impede de nos unirmos, de nos defendermos, sermos felizes só impede que energúmenos tenham argumentos que o feminismo é coisa de mulheres mal resolvidas.

 Desejem-me sim um feliz dia da mulher trezentos e sessenta e cinco ou trezentos e sessenta e seis dias por ano e não nos calemos enquanto, não formos todas mulheres, felizes, com vidas genuinamente felizes.

Uma Filha Atrapalhada!!!!

A minha filha gostou tanto de reler o seu blog de infância comigo, que me desafiou a partilhar um com ela e como ela até escreve uma coisas giras para uma miúda de treze anos, e algumas das coisas já as tinhas escrito com onze anos eu a ceitei o convite e criei-lhe o blog e já que é Follow Friday convido a quem não conhece que visite o blog Crónicas de uma filha Atrapalhada onde podem ter a visão da mãe de uma adolescente e a da filha e as suas opiniões de filha e irmã e também a sua visão do mundo. Espero que aceitem o convite.

Quanta ternura tens dentro de ti...

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Quanta ternura, quanta doçura cabe em ti. Sem palavras todo tu falas amor.Tu próprio és o amor em pessoa. É por isso que não tens palavras para dizer amo-te, gosto de ti. Porque tu não precisas de palavras.Todo o teu ser emana amor, ternura e doçura.

AMOR VIOLENTO NÂO È AMOR

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Dia de luto pelas vítimas de violência doméstica. É triste que existam vítimas, é triste que exista um dia como este. É triste que mulheres, homens (sim há homens que também são vítimas) e crianças tenham uma existência marcada pelo medo. As leis têm de proteger mais as vítimas ,os dias de luto e marchas de silêncio e de gritos, alertam mas não resolvem. Há juízes a decretar visitas dos agressores às vítimas que se refugiaram em abrigo. Nenhuma mulher merece e as flores e as desculpas, são só para tapar os olhos. O teu namorado não gosta de te ver de mini saia, não gosta dos teus amigos, liga-te a toda a a hora. Não ele não se preocupa ele controla-te. Já ouvi frases de vítimas como: uma mulher precisa de um homem a culpa foi minha. A culpa nunca é de quem é agredido e uma mulher precisa tanto de um homem como um homem de uma mulher, mas uma mulher por si só tem valor. Um dia alguém me contou que já tinha levado uma bofetada que a tinha deixado estendida no chão e ainda assim casou com quem a agrediu porque depois vieram as flores, as desculpas e o amo-te mais do que a minha vida. Não não era um alcoólico era um agressor com estatuto social, bem visto por todos os que o rodeavam. A violência doméstica é um ciclo que se perpétua, tornando-se por vezes a vítima agressor porque foi o que viu toda a vida. Temos parar o ciclo as vítimas são muito mais que as onze mulheres e a criança que morreram às mãos de um agressor. Eduquemos os nossos jovens para dizerem não à violência no namoro, é tenhamos coragem para denunciar o que tivermos conhecimento ou estaremos a ser cúmplices.

É Carnaval, ninguém leva a mal!!!!!

 

Carreguem na galeria para verem as fatiotas!!!

 

A origem do Carnaval remonta a épocas muito anteriores ao Cristianismo, nas Civilizações Clássicas como a Grécia e Roma, e mesmo nas Pré-Clássicas como a do Egipto consta que celebravam festas destinadas a celebrar   o culto da fertilidade em honra aos Deuses.  Eram festas de alegria e libertinagem, onde se apelava à luxúria e à sedução. O uso das máscaras escondia a identidade de quem as usava. Como com muitas outras celebrações pagãs o Cristianismo apropriou-se desta e é conhecido por ser o período que antecede a quaresma (período de preparação para a celebração da Páscoa) e em que os Homens e mulheres incluídas se podem entregar aos prazeres proibidos dai para a frente. Na idade Média chegou a ser conhecida como a festa dos loucos. A palavra Carnaval ter-se-á formado a partir da das formas populares do Latim que queriam dizer Carne e vale que queria dizer “adeus”, ou seja significaria o Adeus à Carne. Sendo a Terça Feira do Entrudo o ponto alto desta celebração que se encerra com a Quarta – Feira de cinzas. 

Atualmente no nosso país celebra-se com as pessoas vestidas das mais diversas fantasias e pregar partidas de mau gosto. A parte das partidas não acho piada nenhuma, mas adoro mascarar-me. E adoro ver os meus filhos mascarados. Durante uns anos perdi a coragem, mas depois de ser mãe passei a mascarar-me todos os anos com a Bá e agora mantenho a tradição. Todos os anos tento que o Gonçalo escolha o fato dele, desde os seus 5 anos e ele normalmente aponta o que quer. Este ano foi mais complicado, mas agarrou-se a um fato de palhaço, pensei que fosse o que ele queria. o pior foi a fita que fez depois para se vestir.  Quando foi para a escola não quis pôr o chapéu. Para ele se entusiasmar a irmã decidiu mascarar-se também e palhacinha, assim como a mãe e até o pai arranjou um chapéu e um nariz.  Depois de muita luta lá conseguimos que vestisse o fato, que se rasgou um pouco, mas é carnaval, ninguém leva a mal e desta vez o Gonçalo até deixou pôr o chapéu, em troca de uma corneta!!!

Assim ficam algumas fotos dos nossos carnavais. Espero que gostem!!!