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Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

Crónicas de uma mãe atrapalhada 2: o nosso anjo azul

Um dia escrevi sobre as aventuras e desventuras das delícias da maternidade e do milagre da vida! Este é a continuação dessas aventuras com um menino especial e as suas peripécias.

Consultas mais consultas mais consultas....

Consultas mais consultas mais consultas....

Eu devia ter mudado o nome do blog para crónicas das mil e uma consultas, pois há épocas que não fazemos outra coisas se não entrar e sair de Hospitais para consultas. Umas até parecem ter sentido outras não sei bem o que lá vou fazer… mas tenho de ir.

No Verão passado tivemos a última consulta de Pediatria de desenvolvimento onde a médica pediu falasse com a médica de família para o encaminhar para a consulta de Genética do Santa Maria, pois o HFF não oferecia essa consulta. Não percebi, porque é que a Pediatra não fez ela própria o encaminhamento e a médica de família também não. Mas como é ultraprofissional e um ser humano fantástico lá o fez.

Consulta de Genética

Sexta-Feira tivemos a consulta de Genética, estava marcado para uma Dra Julieta, mas quem me atendeu foi o Dr João Alves de quem gostei bastante, atento, disponível, assertivo e dinâmico de maneira que o meu principezinho não saiu de lá sem dar logo uma amostra do seu sangue para agilizar o processo. Ficou marcado também um ECG do qual aguardamos carta. Eu que sou esquisitinha como tudo nestas questões de médicos, tive uma boa primeira impressão e dentro do que o Gonçalo é capaz até colaborou bastante. Não gostou da pica, ficou zangado, mas dei-lhe muito beijinhos e ajudou. E quem é que gosta de picas?

Durante o tempo de espera estava ele com o pai, uma senhora ia tomar café e ele tira-lhe um garoto, o Pai ainda se ofereceu para pagar o café á senhora, mas a senhora foi simpática, ainda se riu e acabou por beber uma garoto em vez do café.

Antes de se ir embora quis ir para o parquinho que estava à saída , mas tínhamos de ir buscar a irmã. Combinei com ele : escorregas uma vez e depois vamos buscar a Babá. Ele cumpriu o combinado. A palavra Babá com ele faz milagres!!!!

Pediatria do Desenvolvimento

Hoje foi a consulta de Pediatria de desenvolvimento. Estava marcada para as onze. Chegamos antes das onze. ÀS onze a médica chama outro miúdo o Gonçalo na sala de espera até esteve mais ou menos. Mas decidiu fugir do consultório. Lá consegui que voltasse com o isco do telemóvel. Da consulta disseram-me que não achavam necessário que ele fosse seguido em Neurologia, uma vez que apesar de haver a hipótese de ter crises de epilepsia nunca as teve. Ok era só para isso a consulta de Neurologia? Devo andar a ler demasiados artigos do Lobo Antunes…

Depois perguntou da consulta de Pedopsiquiatria e informei que já estava marcada.

 

 

Por fim falou em medicar com Risperidona o que eu e o pai recusamos até ser o último reduto.

Falou em encaminhar o Gonçalo para o psicólogo da escola, falei que está cheio e sei que está.

Destas consultas descartam tudo para a escola, como se a escola é que tivesse obrigação de resolver. Já fazem tanto.

Por fim falei na irmã e na necessidade que ela sentia de encontrar adolescentes com irmãos autistas para conversas falou-me nas associações de pais e pais em Rede. Nada contra. Mas não deviam ser os próprios serviços a pensar numa comunidade dessas ????

Saio sempre com a sensação que estas consultas ajudam muito pouco e que a única coisa que se preocupam é em dopar os putos…

Saí de lá muito desanimada, a sentir uma grande falta de apoio.

 

 

A alegria de ir para a escola.

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Houve alturas em que levá-lo à escola era um martírio para nós e para ele. Ele chorava e eu pensava que rejeitava a separação da mãe. Mas infelizmente era mais do que isso, desde que o mudei de escola a alegria dele é indescritível. Adora a escola, puxa-nos pela mão e corre para lá sem parar. Nos primeiros dias fechava-nos a porta na cara e nem queria saber mais de nós agora já dá um beijinho e um dia ou outro quer que lá fiquemos. Mas é tão bom sentir que ele adora a escola, que se sente lá bem. Saber que é aceite e acarinhado.  Pelo menos até agora tem sido assim.